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CAUSAS DA DECADÊNCIA DOS POVOS PENINSULARES I

"No princípio do século XVII, quando Portugal deixa de ser contado entre as nações, e se desmorona por todos os lados a monarquia anómala, inconsistente e desnatural de Filipe II; quando a glória passada já não pode encobrir o ruinoso do edifício presente, e se afunda a Península sob o peso dos muitos erros acumulados, então aparece franca e patente por todos os lados a nossa improcrastinável decadência. Aparece em tudo; na política, na influencia, nos trabalhos da inteligência, na economia social e na indústria, e como consequência de tudo isto, nos costumes. A preponderância, que até então exercêramos nos negócios da Europa, desaparece para dar lugar à insignificância e à impotência. Nações novas ou obscuras erguem-se e conquistais no mundo, à nossa custa, a influência de que nos mostrámos indignos. A coroa de Espanha é posta em leilão sangrento no meio das nações, e adjudicada, no fim de doze anos de guerra, a um neto de Luís XIV. Com a dinastia estrangeira começa uma política ...

Voltaire

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Eu não sou mas que importa quem é?

O Silva das vacas

Primoroso texto de Luís Manuel Cunha in «Jornal de BARCELOS "Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto: "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita ...

Antropofagia na actualidade

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Os "mercados" que nos comem, umas vezes lentamente, outras de um dia para o outro

Indignados 1000

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«Fui a duas manifestações na minha vida, embora só me recorde de uma, quando os EUA de Bush II invadiram o Iraque. A outra terá sido no 1 de Maio seguinte ao 25 de Abril, assegurou-me o meu pai, que me levou às cavalitas. Não tenho nada contra manifestações. Mas às vezes reforçam mais os propósitos que se pretendem combater do que pô-los verdadeiramente em causa. O sistema onde vivemos é uma entidade plástica, capaz de absorver tudo, mesmo aquilo que lhe é aparentemente antagónico. Não tenho por isso ilusões. Mas no sábado também vou. Sei que outros protestos virão. Mas há um aspecto que me é simpático neste: é transnacional. É assumir o mal-estar global. Vou caminhar ao lado de pessoas que gritarão contra a crise, a precariedade, a austeridade, a desregulação dos bancos, a dívida, uma democracia mais participativa, mais transparência, melhores líderes políticos, melhores condições de vida. Tudo coisas com as quais concordo. Mas esperem lá: conhecem alguém que não concorde com tudo...

Hieronymus Bosch

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Hieronymus Bosch

Sermão da Sexagésima Padre António Vieira

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"Os piores ouvintes que há na Igreja de Deus, são as pedras e os espinhos. E porquê? -- Os espinhos por agudos, as pedras por duras. Ouvintes de entendimentos agudos e ouvintes de vontades endurecidas são os piores que há. Os ouvintes de entendimentos agudos são maus ouvintes, porque vêm só a ouvir sutilezas, a esperar galantarias, a avaliar pensamentos, e às vezes também a picar a quem os não pica. Aliud cecidit inter spinas: O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o picaram a ele; e o mesmo sucede cá. Cuidais que o sermão vos picou e vós, e não é assim; vós sois os que picais o sermão. Por isto são maus ouvintes os de entendimentos agudos. Mas os de vontades endurecidas ainda são piores, porque um entendimento agudo pode ferir pelos mesmos fios, e vencer-se uma agudeza com outra maior; mas contra vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a agudeza, antes dana mais, porque quanto as setas são mais agudas, tanto mais facilmente se despontam na pedra. Oh! Deus nos livre...

Durer... Cristo entre Doutores

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Pormenor de "Cristo entre Doutores" Albrecht Durer

Coisas da Avaliação Docente...

Há dois anos obtive a classificação de Regular. Fui avaliado pela Directora e acólitos. No ano passado repetiu-se o enredo. Duas vezes Regular, pertinho, bem pertinho do Insuficiente. Este ano fui avaliado por uma colega e obtive a classificação de Bom a 0,1 do Muito Bom (7,9) Os parâmetros, altamente sofisticados e ridículos, foram os mesmos para estas três "avaliações". Cada vez estou mais seguro que não participar na fantochada é um bálsamo. Mesmo que sofra as co(m)sequências. Dedicação exclusiva aos Alunos e fogo sobre a Nomenklatura.

Hieronymus Bosch

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Jeroen van Aeken, cujo pseudónimo é Hieronymus Bosch , e também conhecido como Jeroen Bosch, ('s-Hertogenbosch, c. 1450 — Agosto de 1516), foi um pintor e gravador holandês dos séculos XV e XVI. "Foi especulado, ainda que sem provas concretas, que o pintor terá pertencido a uma (das muitas) seitas que na época se dedicavam às ciências ocultas. Aí teria adquirido inúmeros conhecimentos sobre os sonhos e a alquimia , tendo-se dedicado profundamente a esta última. Por essa razão, Bosch teria sido perseguido pela Inquisição . Sua obra também sofreu a influência dos rumores do Apocalipse , que surgiram perto do ano de 1500.(...)a grande abundância de pinturas de Bosch na Espanha é explicada pelo facto de Filipe II de Espanha ter colecionado avidamente as obras do pintor. Bosch é considerado o primeiro artista fantástico."