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A mostrar mensagens com a etiqueta Literatura

Elena Ferrante

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Escritora brilhante, personagens intrincadas, narradora complexa.

Leonardo Padura

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   Escrita inteligente e envolvente de onde saímos nitidamente mais ricos .

O primo Basílio

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O primo Basílio Ai Lídia, Lídia! Rafael Bordalo Pinheiro, aqui

Eça Totalitário...ou... Os Totalitários do Eça?

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Os seus admiradores, claro!

Padre António Vieira, pedaços biográficos

 “Admira que uma companhia tão desejosa de preponderância, se mostrasse hostil a um dos seus que alcançara do príncipe a mais absoluta privança, que dominava o ânimo de toda a família, que possuía altíssimos talentos e enorme influência política .Mas é que o P. António Vieira mostrava uma certa independência, que era completamente contrária ao dogma fundamental da companhia, que era o da obediência cega às ordens superiores. O P. António Vieira trabalhava por sua conta, e pensava mesmo em introduzir reformas na Companhia, coisa que os mais antigos da ordem lhe levavam muito a mal. Daí resultou que os seus superiores desde 1614 lhe ordenassem positivamente que partisse para as missões do Maranhão. Vieira conseguiu por muito tempo iludir essas ordens sucessivas, protestando ao princípio as suas missões políticas a Madrid e a Sabóia, valendo-se depois de todos os recursos possíveis, e ia ficando. Um dia simulou que obedecia às ordens superiores e embarcou, mas conseguiu que daí a po...

Ignorância...

"Não só vos condenam os homens pelo que vós nunca imaginastes, mas condenam-vos pelo que nem eles imaginam de vós." (Padre António Vieira) 

"Ah! ah! monsieur est Persan? C'est une chose bien extraordinaire! Comment peut-on être Persan? "

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RICA AU MEME. A Smyrne. Les habitants de Paris sont d'une curiosité qui va jusqu'à l'extravagance. Lorsque j'arrivai, je fus regardé comme si j'avais été envoyé du ciel: vieillards, hommes, femmes, enfants, tous voulaient me voir. Si je sortais, tout le monde se mettait aux fenêtres; si j'étais aux Tuileries, je voyais aussitôt un cercle se former autour de moi; les femmes mêmes faisaient un arc-en-ciel nuancé de mille couleurs, qui m'entourait. Si j'étais aux spectacles, je voyais aussitôt cent lorgnettes dressées contre ma figure: enfin jamais homme n'a tant été vu que moi. Je souriais quelquefois d'entendre des gens qui n'étaient presque jamais sortis de leur chambre, qui disaient entre eux: Il faut avouer qu'il a l'air bien persan. Chose admirable! Je trouvais de mes portraits partout; je me voyais multiplié dans toutes les boutiques, sur toutes les cheminées, tant on craignait de ne m'avoir pas assez vu. Tant d'h...

O homem que gostava de cães

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" Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do século XX. Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX."

Vinte e quatro horas na vida de uma mulher

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«Não acha então desprezível ou repugnante que uma mulher deixe o seu marido e as suas crianças para ir atrás de um homem qualquer, a respeito do qual ainda não me é de modo algum possível saber se é digno do seu amor? É realmente capaz de perdoar a uma mulher um comportamento tão negligente e leviano, que todavia não é miúda nenhuma e que, tendo em atenção as suas próprias crianças, já deveria ter sido ensinada a respeitar-se a si própria?» Em trânsito

Jerusalém

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"A proximidade entre o Bem e o Mal; entre o amor e o ódio; a vida vizinha da morte – um caminho apenas. Talvez a cruz de Jerusalém, cidade e nome do livro, metáfora para o hospício Georg Rosemberg, onde Mylia e Ernst viveram, amaram e conceberam Kaas. É Mylia quem diz, citando a Bíblia: “Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que seque a minha mão direita”. E mais adiante: Se eu me esquecer de ti, Georg Rosemberg”, que seque a minha mão direita”. Numa escrita crua, dura, directa e atraente, GMT percorre a vida de personagens-tipo, que vivem nas margens ténues da loucura normal." (relido intensamente)
"Há cem anos, que não é assim um tempo muito distante - estamos a falar, grosso modo , dos tempos da Primeira Guerra, cujos últimos combatentes morreram na última década - os livros da biblioteca familiar estavam numa casa grande no Porto, perdidos que foram os palácios e vendidas que estavam a ser as grandes quintas do Douro. Nada de especial. Depois, algumas décadas depois, a biblioteca estava em casas cada vez mais pequenas, o que dava a sensação de que tinha aumentado. Os livros eram mais, mas não muitos mais, enquanto o espaço era cada vez menos." no Abrupto

O meu amor

"O meu amor tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca quando me beija a boca A minha pele inteira fica arrepiada E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada, ai O meu amor tem um jeito manso que é só seu Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes Depois brinca comigo, ri do meu umbigo E me crava os dentes, ai Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz O meu amor tem um jeito manso que é só seu De me deixar maluca quando me roça a nuca E quase me machuca com a barba malfeita E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita, ai O meu amor tem um jeito manso que é só seu De me fazer rodeios, de me beijar os seios Me beijar o ventre e me deixar em brasa Desfruta do meu corpo como se o meu corpo Fosse a sua casa, ai Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz "

Todas as Cartas de Amor são

Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) Àlvaro de Campos

"Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas e eu nenhum deles"

"Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... " Álvaro de Campos (1890 - 1935)  ... biograficamente por Pessoa: "Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade."

Shakespeare

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Um interessantíssimo livro sobre o que não se sabe, ou o que se julga saber, ou o que se sabe mas não se tem a certeza.

Perfilados de medo I

"Alexandre O’Neill era poeta e as suas palavras fizeram a autópsia de um país de governantes medíocres e pessoas cujo silêncio cobarde sustentava qualquer ditadura. “Ah o medo vai ter tudo. Tudo (penso que o medo vai ter tudo e tenho medo que é justamente o que o medo quer). O medo vai ter tudo, que se tudo e cada um por seu caminho havemos todos de chegar quase todos a ratos. Sim, a ratos”, escreveu." http://www.ionline.pt/opiniao/perfilados-medo

Perfilados de medo II

Perfilados de medo, agradecemos o medo que nos salva da loucura. Decisão e coragem valem menos E a vida sem viver é mais segura. Aventureiros já sem aventura, perfilados de medo combatemos irónicos fantasmas à procura do que não fomos, do que não seremos. Perfilados de medo, sem mais voz, o coração nos dentes oprimido, os loucos, os fantasmas somos nós. Rebanho pelo medo perseguido, já vivemos tão juntos e tão sós que da vida perdemos o sentido... Alexandre O'Neil

Almada Negreiros em Manifesto Anti-Dantas

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"(...)CONTINUE O SENHOR DANTAS A ESCREVER ASSIM QUE HÁ-DE GANHAR MUITO CO'O ALCUFURADO E HÁ-DE VER, QUE AINDA APANHA UMA ESTÁTUA DE PRATA POR UM OURIVES DO PORTO, E UMA EXPOSIÇÃO DAS MAQUETES P'RÓ SEU MONUMENTO ERECTO POR SUBSCRIÇAO NACIONAL DO SÉCULO A FAVOR DOS FERIDOS DA GUERRA, E A PRAÇA DE CAMÕES MUDADA EM PRAÇA DO DR. JULIO DANTAS, E COM FESTAS DA CIDADE P'LOS ANNIVERSÁRIOS, E SABONETES EM CONTA «JULIO DANTAS» E PASTAS DANTAS P'RÓS DENTES, E GRAXA DANTAS P'RÁS BOTAS, E NIVEINA DANTAS, E COMPRIMIDOS DANTAS E AUTOCLISMOS DANTAS E DANTAS, DANTAS, DANTAS, DANTAS... E LIMONADAS DANTAS - MAGNESIA. E FIQUE SABENDO O DANTAS QUE SE UM DIA HOUVER JUSTIÇA EM PORTUGAL TODO O MUNDO SABERÁ QUE O AUTOR DOS LUZÍADAS É O DANTAS QUE N'UM RASGO MEMORÁVEL DE MODÉSTIA SÓ CONSENTIU A GLÓRIA DO SEU PSEUDÓNIMO CAMÕES. (...)" Manifesto Anti-Dantas

Le Rouge et le Noir

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Existem livros a que sempre voltamos com renovado prazer e admiração, como "Mémoires d'Hadrian", "Memorial do Convento", "O Ano da morte de Ricardo Reis"; "Os passos em volta", a maior parte dos romances do Eça, etc,etc. "Le rouge et le noir" é um deles. Magnífico. " Le Rouge et le Noir (1830) est le premier grand roman de Stendhal. Il est le premier roman à lier de façon si subtile la description de la réalité sociale de son temps et l’action romanesque selon Erich Auerbach dans sa célèbre étude Mimesis . Julien Sorel, le héros principal du livre, est le pur produit de son époque en un certain sens, le héros d'une France révoltée et révolutionnaire . Littéralement ivre d’ambition à cause de la lecture du Mémorial de Sainte-Hélène de Napoléon et conscient que depuis la Révolution c’est le mérite et non plus la naissance seule qui compte, il rêve de devenir lui-même un nouveau Bonaparte. Le projet de ce roman dut être...

O Sonho do Celta

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Um livro magnífico de um escritor, excelente contador de histórias. Uma plausibilidade onírica perfeita. "Um romance excepcional." - El País "Em O sonho do celta, Mario Vargas Llosa volta à forma do romance histórico para narrar a saga de Roger Casement, um personagem complexo, muitas vezes controverso. Irlandês a serviço do Império Britânico, Casement conheceu a violência da colonização na África e na América do Sul no começo do século XX. Ao denunciar os abusos e os maus-tratos contra colonos, passou a valorizar a liberdade acima de tudo. E, em nome da liberdade, voltou-se contra seu próprio governo. Em 1916, encarcerado em um presídio de segurança máxima em Londres, Roger é acusado pelo governo inglês de alta traição e aguarda sua sentença. Apenas cinco anos antes, havia sido nomeado Cavalheiro." Retirado d'aqui .