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Ainda...

Sobre o que quero escrever: José Mário Branco, Educação, claques, fado (ainda…).

Olhos

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  Feira da Ladra, 1964 Eduardo Gageiro http://www.eduardogageiro.com/portfolio/

As lentes de Alfredo Cunha

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Bairro da Mina, Amadora, 1972 Alfredo Cunha Ipsilon- Público

Abel Manta

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Abel M anta

Vieira da Silva

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Auto-retrato.

Amadeo de Souza-Cardoso

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Museu Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)

Paula Rego

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Paula Rego           Mais... aqui . Suum cuique tribuere Mais aqui

O primo Basílio

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O primo Basílio Ai Lídia, Lídia! Rafael Bordalo Pinheiro, aqui

Eça Totalitário...ou... Os Totalitários do Eça?

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Os seus admiradores, claro!

Sermão da Sexagésima (parte)

"Ora vede como todas as criaturas do Mundo se armaram contra esta sementeira. Todas as criaturas quantas há no Mundo se reduzem a quatro géneros: criaturas racionais, como os homens; criaturas sensitivas, como os animais; criaturas vegetativas, como as plantas; criaturas insensíveis, como as pedras; e não há mais. Faltou alguma destas que se não armasse contra o semeador? Nenhuma. A natureza insensível o perseguiu nas pedras, a vegetativa nos espinhos, a sensitiva nas aves, a racional nos homens. E notai a desgraça do trigo, que onde só podia esperar razão, ali achou maior agravo. As pedras secaram-no, os espinhos afogaram-no, as aves comeram-no; e os homens? Pisaram-no:   Conculcatum est.   Ab hominibus  (diz a Glossa)" P.António Vieira

Padre António Vieira, pedaços biográficos

 “Admira que uma companhia tão desejosa de preponderância, se mostrasse hostil a um dos seus que alcançara do príncipe a mais absoluta privança, que dominava o ânimo de toda a família, que possuía altíssimos talentos e enorme influência política .Mas é que o P. António Vieira mostrava uma certa independência, que era completamente contrária ao dogma fundamental da companhia, que era o da obediência cega às ordens superiores. O P. António Vieira trabalhava por sua conta, e pensava mesmo em introduzir reformas na Companhia, coisa que os mais antigos da ordem lhe levavam muito a mal. Daí resultou que os seus superiores desde 1614 lhe ordenassem positivamente que partisse para as missões do Maranhão. Vieira conseguiu por muito tempo iludir essas ordens sucessivas, protestando ao princípio as suas missões políticas a Madrid e a Sabóia, valendo-se depois de todos os recursos possíveis, e ia ficando. Um dia simulou que obedecia às ordens superiores e embarcou, mas conseguiu que daí a po...

Jerusalém

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"A proximidade entre o Bem e o Mal; entre o amor e o ódio; a vida vizinha da morte – um caminho apenas. Talvez a cruz de Jerusalém, cidade e nome do livro, metáfora para o hospício Georg Rosemberg, onde Mylia e Ernst viveram, amaram e conceberam Kaas. É Mylia quem diz, citando a Bíblia: “Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que seque a minha mão direita”. E mais adiante: Se eu me esquecer de ti, Georg Rosemberg”, que seque a minha mão direita”. Numa escrita crua, dura, directa e atraente, GMT percorre a vida de personagens-tipo, que vivem nas margens ténues da loucura normal." (relido intensamente)

Realidade

Que pena não ser eu um dos primeiros homens a inventar as palavras, para criar a verdade! Encontrei-as já todas feitas umas doces, outras amargas, estas rudes, aquelas imperfeitas, acasos de som - mar de espuma de gaivotas e vagas. Com este cheiro tão bom a realidade. José Gomes Ferreira A poesia continua: velhas e novas circunstâncias (Moraes, 1981), o poema IV (pescado no De Rerum Natura)

O actual governo I

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Está a preparar-se um belo trambolhão!...
"Há cem anos, que não é assim um tempo muito distante - estamos a falar, grosso modo , dos tempos da Primeira Guerra, cujos últimos combatentes morreram na última década - os livros da biblioteca familiar estavam numa casa grande no Porto, perdidos que foram os palácios e vendidas que estavam a ser as grandes quintas do Douro. Nada de especial. Depois, algumas décadas depois, a biblioteca estava em casas cada vez mais pequenas, o que dava a sensação de que tinha aumentado. Os livros eram mais, mas não muitos mais, enquanto o espaço era cada vez menos." no Abrupto

Todas as Cartas de Amor são

Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) Àlvaro de Campos

"Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas e eu nenhum deles"

"Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... " Álvaro de Campos (1890 - 1935)  ... biograficamente por Pessoa: "Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade."

Relvas, qual Relvas?

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Rafael Bordalo Pinheiro

Almada Negreiros

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Hoje estou para aqui virado... "Morra o Dantas! Pim pum pum!"

José de Almada Negreiros

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José de Almada Negreiros "Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve haver certamente outras maneira de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido."