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Pés de barro

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Durer A capa do rinoceronte era a armadura de pés de barro, latentes. Já sabia que a armadura não era dura, nem armadura. Nem mesmo armamole. Era vento de vento. O amor da minha vida cansou-se de estar triste. Tive um diamante, de amante e perdi tudo, por minha culpa. Não me desculpo.

Mesmo Mal

A vitória  de ontem sobre o Beira-Mar foi imerecida. Benfica jogou mesmo mal e é incompreensível que o treinador continue dizer, sempre, que foi um excelente jogo e que merecemos a vitória. Ontem não. Copiar o exemplo do FêCêPê não nos dignifica.

Faith no Fé

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Completamente

Ontem, num programa televisivo, António Barreto afirmou que era ateu, completamente. Eu reafirmo o que penso desde a adolescência: eu funciono ao contrário: sou completamente ateu.

Kaddafi e Sócrates: o Petróleo e a Cobardia II

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Fora da tenda: o petróleo e a coqueluche do Magalhães (?). Com beija -mão e tudo.

Kaddafi e Sócrates: o Petróleo e a Cobardia I

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Na tenda, amizade e olhos nos olhos. Leite de cabra a acompanhar(?).

Cartazes Políticos LXII

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Poço sem fundo à vista

Nos séculos XVII e XVIII ainda tínhamos o ouro do Brasil e a transumância esclavagista. Mas o novo-riquismo predominava, ainda pior, esmagava toda tentativa de criação de riqueza. Portugal tem vivido, como disse António Sérgio, de uma "política de transporte" ao invés de uma "política de consolidação" da riqueza que fomos criando. Vários séculos depois parece que não aprendemos nada: gastaram-se mundos e fundos em auto-estradas num número bem acima do desejado, construiram-se estádios para europeu ver, ergueram-se escolas como nem os países ricos têm. Destruiu-se a agricultura e afundaram-se os barcos de pesca. Sobrevalorizou-se o sector terciário e deslumbrámo-nos com o consumo sem fim. Sempre fomos pobres, no contexto europeu, mas vivemos  como se fôssemos ricos. Agora estamos a pagar a factura de quem tem 100 mas gasta 250. Não sei se pode ser doutra maneira mas não se podia continuar indefinidamente assim. O que mais choca é que a classe política continua imune ...

CAUSAS DA DECADÊNCIA DOS POVOS PENINSULARES I

"No princípio do século XVII, quando Portugal deixa de ser contado entre as nações, e se desmorona por todos os lados a monarquia anómala, inconsistente e desnatural de Filipe II; quando a glória passada já não pode encobrir o ruinoso do edifício presente, e se afunda a Península sob o peso dos muitos erros acumulados, então aparece franca e patente por todos os lados a nossa improcrastinável decadência. Aparece em tudo; na política, na influencia, nos trabalhos da inteligência, na economia social e na indústria, e como consequência de tudo isto, nos costumes. A preponderância, que até então exercêramos nos negócios da Europa, desaparece para dar lugar à insignificância e à impotência. Nações novas ou obscuras erguem-se e conquistais no mundo, à nossa custa, a influência de que nos mostrámos indignos. A coroa de Espanha é posta em leilão sangrento no meio das nações, e adjudicada, no fim de doze anos de guerra, a um neto de Luís XIV. Com a dinastia estrangeira começa uma política ...

Voltaire

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Eu não sou mas que importa quem é?